Guilherme Boulos critica operação policial durante posse no Planalto

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, em 29 de outubro de 2025, Guilherme Boulos, novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, criticou a Operação Contenção, que resultou em 119 mortes no Rio de Janeiro. Em seu discurso, Boulos destacou que a verdadeira origem do crime organizado não está nas favelas, mas em práticas como a lavagem de dinheiro em regiões ricas, mencionando a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal como exemplo.

Boulos pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da operação, incluindo moradores de comunidades e policiais. Ele enfatizou a missão dada pelo presidente Lula de aproximar o governo das demandas populares, afirmando que políticas efetivas surgem dos territórios e não apenas das instituições. O novo ministro, que possui uma trajetória no ativismo urbano, se comprometeu a atuar em diálogo com grupos variados, como motoristas de aplicativos.

Ao concluir seu discurso, Boulos agradeceu aos companheiros de movimentos sociais, ressaltando que as lições aprendidas com eles foram fundamentais em sua formação. Com 43 anos, ele enfrentará o desafio de articular a política do governo e promover a inclusão de vozes diversas em sua gestão, buscando combater a hipocrisia no sistema e defendendo propostas como a taxação de grandes fortunas.

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