A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, à inelegibilidade por oito anos e a pagar uma multa civil de R$ 559 milhões. A decisão foi tomada em sessão virtual no dia 13 de outubro e rejeitou o recurso da defesa, que alegava irregularidades na gravação que fundamentou a condenação.
Arruda foi condenado por participar de um esquema de corrupção envolvendo desvios de recursos públicos e propinas relacionados a um contrato com a empresa Linknet. A defesa argumentou que a gravação usada como prova era ilegal, mas o relator do caso, ministro Gurgel de Faria, destacou que a condenação se baseou em outras evidências além dessa gravação. Assim, a decisão do STJ refutou o argumento da defesa, mantendo a condenação válida.
Com a condenação, Arruda enfrenta um cenário complicado em sua ambição de retorno à política nas eleições de 2026. Embora ele e sua defesa aleguem que mudanças na Lei da Ficha Limpa podem beneficiá-lo, especialistas indicam que essas alterações não retroagem para casos como o dele, que foi condenado em múltiplas ações relacionadas à Operação Caixa de Pandora. O futuro político de Arruda agora depende de uma análise mais profunda das implicações legais e da opinião pública sobre sua situação.

