Os partidos MDB e União Brasil (UB) estão ampliando sua força política em Goiás, com vários prefeitos que antes pertenciam à oposição aderindo a essas siglas em 2024. Essa movimentação ocorre num ano eleitoral, refletindo a busca por apoio a uma gestão que já se encontra no poder, especialmente em municípios que recentemente se mostraram contrários ao governo local.
Em um contexto onde a oposição conquistou 36 municípios nas últimas eleições, 14 prefeitos, anteriormente alinhados ao Partido Liberal, já se filiaram ao MDB e ao UB, que são associados à base do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Especialistas em política analisam essa situação, ponderando a normalidade de tais transições, mas também alertando sobre os limites éticos e as pressões que podem ser exercidas sobre prefeitos de cidades menores em função dessa nova aliança.
A adesão de prefeitos a partidos que estão no poder pode ser vista como uma estratégia para garantir apoio e recursos, mas também levanta questões sobre a fidelidade política e a representatividade. A migração de líderes municipais para o MDB e o UB, embora comum em cenários eleitorais, suscita debates sobre a integridade da democracia e as possíveis consequências para aqueles que optam por permanecer em suas siglas de origem, comprometidos com suas ideologias.

