Hugo Motta e Guilherme Derrite discutem projeto contra facções em SP

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Na última terça-feira, 28 de outubro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se encontrou com Guilherme Derrite, atual secretário de Segurança Pública de São Paulo. O encontro ocorreu após uma significativa operação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 60 mortes, incluindo quatro policiais. Durante a reunião, um dos temas centrais foi um projeto que classifica as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas.

O projeto, que é relatado por Derrite, busca enquadrar não apenas essas facções, mas também milícias, como terroristas, em um contexto de crescente pressão da oposição por uma rápida votação. Apesar do apoio de parlamentares bolsonaristas, Motta não se comprometeu a colocar o projeto em pauta na próxima semana, enfatizando que as discussões ainda estão em andamento. Isso ocorre em meio a uma estratégia do governo que prioriza uma proposta alternativa chamada de “antifacção”, ainda não enviada ao Congresso.

A operação no Rio, que foi considerada a mais letal da história, levanta questões sobre a eficácia e a necessidade de um novo enquadramento legal para combater o crime organizado. A proposta enfrentará resistência devido à alegação do governo de que a legislação atual não permite tal classificação, uma vez que as facções não se envolvem em crimes de ódio ou religiosos. Assim, o desdobramento desse debate legislativo poderá impactar significativamente a abordagem do Brasil no combate ao crime organizado.

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