O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, requisitou à defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência, uma justificativa sobre o desligamento de sua tornozeleira eletrônica. O incidente ocorreu no dia 23 de outubro, quando o dispositivo não registrou sinal de GPS por cerca de uma hora, conforme um relatório da Polícia Penal do Paraná. A defesa tem um prazo de cinco dias para se manifestar sobre a ocorrência.
O ex-assessor, que é relacionado ao ‘núcleo 2’ da suposta trama golpista, teve seus advogados destituídos por Moraes devido a condutas consideradas procrastinatórias. A situação é monitorada de perto, uma vez que a falta de explicações satisfatórias pode resultar na decretação de sua prisão preventiva. Martins está previsto para ser julgado nos dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro no Supremo Tribunal Federal.
Com a pressão sobre a defesa para esclarecer o desligamento do dispositivo, o caso levanta questões sobre a implementação de medidas cautelares e o cumprimento das obrigações legais pelos réus envolvidos em investigações de grande relevância. A resposta da defesa poderá ter implicações significativas no andamento do processo e na avaliação do comportamento de Martins durante a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

