Mensagens encontradas no celular de Maurício Camisotti, empresário preso por supostas fraudes no INSS, revelam tentativas de influenciar os trabalhos da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do órgão. De acordo com a Polícia Federal, as comunicações, que ocorreram entre 22 de agosto e 11 de setembro, mencionam três parlamentares que poderiam ser abordados para proteger Camisotti durante a investigação. O empresário é acusado de liderar um esquema que causou prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas do INSS.
As interações entre Camisotti e seu advogado, além de um contato anônimo, mostram preocupação com convocações na CPMI, que investigam o esquema revelado. Ele sugeriu que seu advogado conversasse com políticos, incluindo Izalci Lucas e Luciano Zucco, enquanto tentava evitar sua convocação para depor. No entanto, a CPMI já havia aprovado sua convocação e a quebra de sigilo, levando à sua prisão em 12 de setembro, um dia após a autorização da medida.
As implicações dessas revelações são significativas, uma vez que indicam uma tentativa de manipulação política em um caso que já atraiu atenção nacional. Os parlamentares mencionados negam qualquer envolvimento ou tentativa de interceder em favor de Camisotti. O desdobramento do caso pode resultar em novas investigações e implicações legais para os envolvidos, além de evidenciar a necessidade de maior transparência nas investigações de fraudes no sistema de previdência.

