Os crimes perpetrados durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, que durou de 1937 a 1945, foram investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pela Comissão da Verdade. Apesar de ser um período lembrado por avanços nos direitos trabalhistas e na economia, também é marcado por repressão e tortura a opositores do regime. As investigações, encerradas sem punições, suscitam debates sobre a eficácia das iniciativas de justiça de transição no Brasil.
O Estado Novo é frequentemente associado a um período de modernização, mas a repressão brutal contra dissidentes e opositores políticos gerou um legado de dor e injustiça. A falta de responsabilização histórica para os crimes cometidos levanta preocupações sobre a capacidade do país em confrontar seu passado autoritário. Esse cenário também destaca a importância da memória coletiva e a necessidade de reconhecer as violações de direitos humanos.
As implicações dessas investigações não se limitam ao passado, pois refletem a luta contínua por justiça e reparação. A ausência de punições pode afetar a confiança da sociedade nas instituições e nas garantias de direitos humanos. Assim, a história do Estado Novo continua a ser um tema relevante e necessário para a reflexão sobre a democracia e a proteção dos direitos fundamentais no Brasil.

