Trecho de canção de anistia é omitido em ato por Vladimir Herzog

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

No último sábado, 25 de outubro de 2025, um ato em memória dos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog foi realizado na catedral da Sé, em São Paulo. Durante a cerimônia, a famosa canção ‘O Bêbado e o Equilibrista’, um hino informal da anistia, teve um trecho que menciona a palavra ‘bordel’ omisso. Esse detalhe gerou discussões sobre a interpretação e a importância da letra na memória histórica do país.

A música, composta por Aldir Blanc e interpretada por Elis Regina, simboliza a luta pela liberdade e a resistência durante o período da ditadura militar no Brasil. A omissão de um trecho que faz referência a ‘bordel’ levanta questões sobre a censura e a forma como a história é lembrada em eventos públicos. O ato contou com a presença de autoridades e cidadãos que prestaram homenagem a Herzog, um ícone do jornalismo brasileiro.

Este episódio ressalta a relevância da música como forma de expressão e a complexidade dos discursos em torno da memória histórica. A escolha de omitir a palavra levanta debates sobre o que é considerado apropriado em contextos de homenagem e memorialização. O incidente poderá influenciar futuras discussões sobre liberdade de expressão e a preservação da memória cultural no Brasil.

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