Trecho de canção é suprimido em homenagem a Vladimir Herzog em SP

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Durante uma cerimônia realizada na catedral da Sé, em São Paulo, no último sábado (25), a canção ‘O Bêbado e o Equilibrista’ teve um trecho que menciona ‘bordel’ omitido. Este evento marca os 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, um importante símbolo da luta pela liberdade de expressão no Brasil. A escolha de suprimir essa palavra levantou debates sobre a interpretação da música e seu papel na memória histórica do país.

A omissão da palavra ocorre em um contexto onde a música é considerada um hino informal da anistia, refletindo o sentimento de resistência durante o regime militar. Muitos presentes no ato expressaram desapontamento com a decisão, argumentando que a letra original é um importante testemunho da luta contra a repressão. Essa situação ressalta a complexidade de relembrar momentos dolorosos da história brasileira, especialmente em eventos que visam homenagear figuras emblemáticas.

O desdobramento dessa escolha poderá impactar futuras homenagens e a forma como a música é interpretada na memória coletiva do Brasil. A discussão sobre liberdade de expressão e a preservação da história provavelmente ganhará novos contornos a partir deste episódio. Assim, a canção de Elis se torna não apenas um símbolo de resistência, mas também um ponto de reflexão sobre os desafios enfrentados na atualidade.

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