A votação do acordo Mercosul-União Europeia no Congresso Nacional foi adiada devido a um pedido de vista feito pelo deputado Renildo Calheiros. A solicitação ocorreu durante uma reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul e interrompe temporariamente a análise de um dos principais tratados comerciais em discussão pelo Brasil. Os trabalhos foram suspensos, com a retomada marcada para 24 de fevereiro, quando os parlamentares poderão aprofundar suas avaliações políticas e econômicas sobre o texto.
O deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Representação, apresentou o relatório do acordo, que propõe a criação de uma ampla área de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, com a redução progressiva de tarifas. O documento também inclui salvaguardas comerciais e mecanismos de solução de controvérsias, aumentando a segurança jurídica para os países signatários. Apesar do adiamento, o tratado continua como uma prioridade na agenda econômica do Brasil, com potencial para ampliar o acesso a mercados e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.
O senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores, afirmou que o Congresso pretende concluir a votação logo após o carnaval. O relatório seguirá primeiro para a Câmara dos Deputados e, em seguida, será analisado pelo Senado Federal. A continuidade do processo depende do destravamento político nas próximas semanas, embora o tema ainda provoque debates sobre garantias ambientais e proteção à indústria nacional.

