Um estudo recente realizado no Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, investiga a utilização do plasma rico em plaquetas (PRP) como uma alternativa no tratamento da osteoartrite de joelho. A pesquisa, ainda não publicada, foi realizada com 50 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), todos com queixas relacionadas a dores no joelho, com idades variando entre 40 e 60 anos.
Os resultados preliminares indicam que a infiltração com PRP mostrou-se mais eficaz do que a aplicação de ácido hialurônico, uma técnica tradicionalmente utilizada. Os especialistas envolvidos no estudo, como os ortopedistas Eduardo Branco de Souza e Vinicius Schott, destacam que o método é seguro e sem efeitos colaterais significativos. Contudo, eles alertam que a eficácia pode variar conforme o perfil do paciente e o grau da doença, ressaltando a importância da individualização do tratamento.
Além disso, a técnica de infiltração com PRP ainda está sob avaliação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que revisa diretrizes sobre seu uso. Isso implica que, embora os resultados sejam promissores, a aplicação do método deve ser cuidadosa e em contextos bem definidos. A combinação com outras abordagens terapêuticas, como fisioterapia e uso de medicamentos anti-inflamatórios, pode potencializar os efeitos positivos do tratamento, oferecendo uma nova esperança para pacientes com osteoartrite de joelho.

