A União Europeia (UE) publicou um regulamento nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, que estabelece a proibição gradual das importações de gás russo. Essa medida começará a ser aplicada em 18 de março e será implementada em várias etapas, com previsão de conclusão até setembro de 2027. A partir de 25 de abril, contratos de curto prazo de gás natural liquefeito (GNL) serão os primeiros a serem afetados.
O regulamento detalha que, em 17 de junho, a proibição se estenderá aos acordos de curto prazo de gás transportado por gasoduto. Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2027, contratos de longo prazo de importação de GNL também estarão incluídos. A proibição final para importações de gás por gasoduto, referente a contratos de longo prazo, ocorrerá em 30 de setembro de 2027.
Os países da UE poderão solicitar uma prorrogação até 31 de outubro de 2027, caso enfrentem reservas de gás excepcionalmente baixas. Até 1º de março de 2026, os 27 Estados-membros devem apresentar seus planos nacionais de diversificação a Bruxelas, delineando as medidas necessárias para se adequar à proibição imposta pelo bloco. Essa ação reflete a estratégia da UE de reduzir a dependência energética da Rússia e promover uma maior segurança energética entre os Estados-membros.

