O mercado de TV por assinatura no Brasil registrou uma queda significativa em 2025, perdendo 1,6 milhão de assinantes e encerrando o ano com 7,6 milhões de pontos ativos. Essa redução de 17,7% é a mais acentuada desde 2009, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O crescimento do streaming se destaca como o principal fator que impulsiona essa transformação no setor audiovisual brasileiro.
A ascensão das plataformas digitais, que agora representam 37,5% do consumo de vídeo, contrasta com a TV por assinatura, que caiu para apenas 6,9%. Essa transição está forçando as operadoras a enfrentar desafios financeiros, como a diminuição de receitas e uma menor capacidade de negociação com programadoras. Além disso, a reconfiguração do mercado leva à migração de verbas publicitárias para o ambiente digital, afetando diretamente os canais tradicionais.
Com a continuidade dessa tendência, especialistas preveem uma consolidação maior entre as operadoras e possíveis fusões ou vendas de ativos regionais. O foco do setor pode se deslocar para a rentabilidade em vez do crescimento, com investimentos cada vez mais direcionados a plataformas digitais. A capacidade de adaptação das empresas ao novo ecossistema digital será crucial para sua sobrevivência e sucesso a longo prazo.

