A administração Trump deu um passo significativo ao anunciar a abertura de novas concessões para perfuração de petróleo e gás em milhões de acres do Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, localizado no norte do Alasca. Essa área preservada, conhecida por sua biodiversidade, abriga quase 200 espécies e é considerada o lar tradicional dos povos Iñupiat e Gwichʼin. A chamada para nomeações foi oficialmente emitida na terça-feira pelo Escritório de Gestão de Terras dos EUA, iniciando a avaliação de lotes na planície costeira de 1,5 milhão de acres.
Esse movimento da administração é visto com preocupação por ambientalistas e especialistas, que alertam para os danos irreversíveis que a exploração de petróleo pode causar a esse ecossistema vulnerável. O Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, frequentemente referido como o Serengeti americano, é um dos últimos espaços selvagens intocados nos Estados Unidos. O aumento da atividade de perfuração pode, além de comprometer a vida selvagem local, intensificar a crise climática global, já que a região tem enfrentado recordes de aquecimento nos últimos anos.
Com as consequências potenciais da exploração, a reação contra essa decisão é crescente, refletindo preocupações sobre a proteção ambiental e os direitos dos povos indígenas. Especialistas preveem que a exploração de combustíveis fósseis pode não apenas causar danos irreparáveis ao meio ambiente, mas também impactar negativamente a economia global. A situação exige uma análise cuidadosa das prioridades entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, em um momento crítico para o futuro do planeta.


