A política externa de Donald Trump tem se caracterizado por um protecionismo agressivo, com foco na doutrina ‘América Primeiro’. Recentes eventos, como a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a pressão sobre o Irã, indicam uma tentativa de estabelecer uma nova hegemonia baseada na força, reminiscentes da Pax Romana. Entretanto, essa abordagem pode levar a um paradoxo onde os EUA, em seu esforço por controle, acabam se isolando economicamente.
As tarifas propostas por Trump em 2025, com aumentos significativos sobre importações do Canadá, México e China, demonstram uma escalada na barreira comercial americana. Essa estratégia eleva a tarifa média de importações a níveis históricos, afetando diretamente quase 5% do PIB dos EUA, um percentual alarmante quando comparado a crises passadas. Além disso, a complexidade das cadeias de suprimento globais torna o protecionismo uma ameaça ainda mais severa à economia global.
A história revela que o protecionismo não é um caminho viável para a prosperidade duradoura, como evidenciado pela Tarifa Smoot-Hawley de 1930. Ao adotar medidas que podem ser vistas como uma ‘multipolarização forçada’, parceiros comerciais dos EUA estão buscando alternativas para fortalecer suas economias, acelerando a transição para um cenário global multipolar. Assim, a estratégia de Trump, ao invés de reafirmar a liderança americana, pode contribuir para uma desintegração da influência dos EUA no cenário internacional.

