A travessia de Rafah, situada no sul da Faixa de Gaza, reabriu para viagens limitadas a pé após estar fechada desde maio de 2024. Um oficial de defesa de Israel informou que a passagem pode acomodar entre 150 e 200 pessoas em ambas as direções, com um fluxo maior de saída, principalmente de pacientes e seus acompanhantes. As listas de pessoas autorizadas a atravessar foram submetidas pelo Egito e aprovadas por Israel.
A reabertura da travessia é um componente crucial do plano do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que visa encerrar o conflito na região. Este movimento ocorre em um contexto delicado, pois a trégua que entrou em vigor em outubro, após dois anos de combates, tem enfrentado desafios com novos episódios de violência. A capacidade limitada da passagem também levanta questões sobre a eficácia das medidas de alívio humanitário na área.
O futuro da travessia de Rafah permanece incerto, uma vez que a situação política e de segurança na região continua volátil. A possibilidade de mais reaberturas dependerá não apenas do controle do fluxo de pessoas, mas também da estabilidade do cessar-fogo. O cenário atual aponta para a necessidade de soluções mais duradouras para o conflito em Gaza, que afeta diretamente a vida de milhares de civis.

