A Shein, empresa chinesa de fast-fashion, admitiu que sua estratégia de fabricação no Brasil não teve sucesso. Os desafios enfrentados incluíram a desistência de parceiros comerciais, que não conseguiram atender às exigências rigorosas de preços baixos e prazos curtos. Em um comunicado, a companhia ressaltou que a produção no país enfrenta dificuldades devido à infraestrutura industrial menos desenvolvida em comparação à China.
Os problemas foram exacerbados por um modelo de negócios que não se ajustou à realidade brasileira, onde os custos de produção são mais altos. Para muitos empresários locais, o preço exigido pela Shein para suas mercadorias não era viável, levando à rescisão de contratos. A dispersão geográfica das fábricas e as leis trabalhistas também dificultam a replicação do modelo de integração eficiente que a Shein utiliza na China.
Com a produção local em reavaliação, a Shein optará por uma abordagem mais cuidadosa, priorizando parcerias com fábricas mais capacitadas. Apesar das dificuldades, o Brasil continua sendo o segundo maior mercado da empresa fora dos EUA, com um marketplace ativo que conta com milhares de vendedores locais. A mudança de estratégia poderá impactar a operação da empresa no longo prazo, à medida que busca adaptar-se às realidades do mercado brasileiro.


