No dia 4 de fevereiro de 2026, o rosto de um afresco na Basílica de San Lorenzo in Lucina, em Roma, que se assemelhava à premiê da Itália, Giorgia Meloni, foi removido após gerarem críticas da oposição e atraírem a atenção do público. O pároco Daniele Micheletti afirmou que a presença da pintura estava desviando os visitantes da missa, o que motivou a decisão de retirá-la.
O afresco, originalmente criado em 2000 pelo artista Bruno Valentinetti, foi restaurado recentemente, mas o resultado gerou polêmica ao revelar uma semelhança com Meloni. Apesar de Valentinetti negar a intenção de retratar a premiê, o Vicariato da Diocese de Roma admitiu que a versão original do afresco era diferente, ressaltando a controvérsia em torno do uso de arte religiosa para questões políticas.
A situação provocou reações mistas, com a oposição denunciando um possível uso indevido do patrimônio cultural e Meloni fazendo ironias sobre as críticas. O caso ilustra as tensões entre política e arte na Itália, especialmente em um contexto onde a representação cultural pode ser interpretada de diversas maneiras, levantando questões sobre a influência política em bens culturais.

