Historiadores descobriram um detalhe oculto no famoso retrato de Anne Boleyn, que pode oferecer uma nova perspectiva sobre sua imagem histórica. A análise científica realizada no Castelo de Hever, sua residência de infância, revelou que um artista elisabetano pode ter intencionalmente criado uma obra para desmentir a crença de que a ex-esposa de Henrique VIII possuía um sexto dedo, associado a acusações de feitiçaria.
O retrato, conhecido como o ‘Rose’ de Hever, apresenta elementos icônicos, como o pingente em forma de ‘B’ e a rosa vermelha que Boleyn segura em sua mão direita. A análise das camadas de tinta revelou um esboço que sugere essa intenção do artista em contrabalançar os mitos negativos que cercavam a figura de Boleyn. Essa descoberta não apenas ilumina a história da arte elisabetana, mas também lança nova luz sobre a narrativa histórica da rainha.
Esse achado pode ter implicações significativas para a compreensão da vida de Anne Boleyn e o contexto cultural da época. A tentativa de refutar a imagem de uma mulher acusada de bruxaria indica a luta por uma representação mais justa em um período em que as mulheres frequentemente enfrentavam condenações injustas. A análise continua a gerar interesse entre historiadores e estudiosos, que buscam entender melhor os nuances do legado de Boleyn.

