Resistência das confecções dificulta planos da Shein no Brasil

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

Em 2023, a Shein tentou solidificar sua presença no Brasil buscando transformar o país em um centro de fabricação de moda. Contudo, a iniciativa esbarrou na resistência das confecções locais, que se opuseram às práticas da empresa. Essa oposição reflete um cenário complexo, onde a adaptação ao modelo de negócios da Shein se mostra desafiadora para a indústria nacional.

A resistência das confecções se deve, em parte, a preocupações com a competitividade e as condições de trabalho. As empresas locais temem que a entrada de um jogador global como a Shein possa desvalorizar o mercado interno e prejudicar as pequenas confecções. Além disso, a questão da sustentabilidade e do impacto ambiental das produções em massa gera um debate acalorado entre os stakeholders do setor.

O desdobramento dessa situação pode afetar não apenas a presença da Shein no Brasil, mas também o futuro da indústria de moda local. As confecções precisam encontrar formas de se adaptar a um mercado em transformação, enquanto a Shein deve reconsiderar suas estratégias para conquistar a confiança e a colaboração do setor. Este embate destaca a importância de um diálogo contínuo entre as empresas internacionais e as indústrias locais.

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