Renúncia do chefe do Indec gera surpresa e incertezas na Argentina

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

Marco Lavagna, chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), anunciou sua renúncia nesta segunda-feira (2), após exercer a função desde 2019. A decisão ocorre em um momento delicado, com a divulgação de um novo índice de inflação programada para 10 de fevereiro. A falta de clareza sobre os motivos da saída gerou reações inesperadas entre analistas e representantes dos trabalhadores do Indec.

Lavagna foi responsável por reformular a metodologia de medição da inflação, uma ação considerada crucial para a credibilidade do órgão. Apesar de a inflação argentina ter caído de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025, a última medição registrou um aumento de 2,8% nos preços. Essa situação levanta preocupações sobre a continuidade do trabalho e a independência do Indec sob a nova administração do presidente Javier Milei.

A renúncia de Lavagna é vista como um marco que pode afetar a credibilidade do Indec e a confiança pública nas estatísticas econômicas. Especialistas e representantes de trabalhadores exigem que a instituição mantenha sua autonomia em relação ao poder político. O desdobramento dessa situação poderá influenciar a percepção pública sobre a gestão da inflação e as políticas econômicas da Argentina nos próximos meses.

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