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Relatório aponta legítima defesa em morte de menino durante operação em Santos

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil de São Paulo divulgou um relatório que conclui que os policiais militares que atiraram e mataram o menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, em um confronto no Morro São Bento, agiram em legítima defesa. O incidente ocorreu em novembro de 2024, durante uma ação policial contra o tráfico de drogas, e o relatório indica que o menino foi atingido por uma bala que ricocheteou de uma superfície, e não diretamente por disparos dos agentes.

O caso gerou grande comoção entre os moradores da região e foi investigado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e pela Polícia Militar. A investigação revelou que houve um confronto entre os policiais e um grupo de suspeitos armados, resultando na morte de um dos suspeitos. O laudo necroscópico confirmou que a morte de Ryan foi causada por hemorragia interna, e os resultados indicam que a trajetória do projétil sugere um ricochete antes de atingi-lo.

O desdobramento deste caso levanta importantes questões sobre a atuação da polícia em áreas de conflito e o uso da força em operações que envolvem civis. A análise cuidadosa dos laudos periciais e os relatos de testemunhas serão cruciais para avaliar a responsabilidade da polícia e garantir a proteção dos direitos das crianças em situações de risco. A conclusão do inquérito será encaminhada ao Tribunal de Justiça Militar, onde serão decididas as próximas etapas do processo.

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