A recente regulamentação da reforma tributária no Brasil levantou preocupações entre empresas que dependem da exportação indireta, um modelo utilizado principalmente por pequenos produtores e indústrias de menor porte. Segundo o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), as novas exigências podem encarecer as operações e resultar em uma redução significativa no volume exportado pelo país.
Durante entrevista ao Times Brasil, o presidente da CECIEx, Luiz Roberto Gonçalves, ressaltou que muitas pequenas empresas não possuem a estrutura necessária para lidar com as complexidades do comércio exterior, dependendo assim de tradings e comerciais exportadoras. No entanto, com a nova regulamentação, essas operações podem perder o tratamento tributário favorável, levando à tributação e aumentando os custos para as empresas.
Gonçalves destacou que as exigências, como a certificação de Operador Econômico Autorizado e um patrimônio líquido mínimo de R$ 1 milhão, são desafiadoras para a maioria das pequenas empresas. O CECIEx já enviou propostas ao governo para suavizar as exigências e prazos de adaptação, alertando que a falta de flexibilidade pode resultar em uma queda significativa nas exportações, atingindo diretamente a competitividade do Brasil no mercado internacional.

