Em 3 de fevereiro, a Câmara e o Senado aprovaram uma reestruturação de carreiras que resultará em um impacto financeiro de R$ 4,3 bilhões anuais, conforme estimativas do Centro de Liderança Pública (CLP). Este montante equivale ao que seria necessário para financiar um ano de Bolsa Família para cerca de 500 mil famílias, suscitando preocupações sobre a competição por recursos destinados a despesas sociais.
O CLP aponta que a reestruturação promove um aumento concentrado na administração legislativa, o que pode pressionar o teto do funcionalismo e ampliar desigualdades entre os servidores. Essa mudança também embaralha a discussão sobre a reforma administrativa e a redução de penduricalhos, dificultando a construção de uma maioria favorável a reformas que limitem benefícios excessivos.
Além disso, a proposta prevê a criação de gratificações e a possibilidade de conversão de licenças em dinheiro, o que poderá gerar custos adicionais significativos. Segundo o CLP, isso pode resultar em um custo total superior a R$ 80 milhões anuais, o que levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira do Legislativo e a equidade no serviço público.


