A Raízen (RAIZ4) divulgou um comunicado em 6 de fevereiro de 2026, em resposta a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca de sua situação financeira. A necessidade de esclarecimentos surgiu após reportagens indicarem que investidores estariam se desfazendo de títulos da empresa, preocupados com um passivo bilionário estimado em quase US$ 4 bilhões, cerca de R$ 21,2 bilhões. A pressão sobre os títulos se intensificou, com rendimentos alcançando mais de 14%.
No comunicado, a Raízen confirmou que seus acionistas controladores, Cosan (CSAN3) e Shell, estão avaliando alternativas para reduzir a alavancagem e otimizar a estrutura de capital. Informações no mercado indicam que a empresa contratou os escritórios Pinheiro Neto e Cleary Gottlieb para auxiliar nesse processo de reestruturação. A crise de confiança foi agravada por fatores operacionais e econômicos, incluindo altas taxas de juros e safras de cana-de-açúcar abaixo do esperado, além de investimentos em tecnologias de transição que não geraram os retornos esperados.
A Raízen assegurou que qualquer movimentação concreta será comunicada ao mercado de forma tempestiva, buscando mitigar a volatilidade que afetou suas ações. Entre as opções discutidas estão a cisão de unidades de negócio e uma possível oferta de ações. O diretor de Relações com Investidores reafirmou o compromisso da empresa com a transparência, enquanto a Cosan tenta se reestruturar após prejuízos, e a Shell se abstém de injetar capital adicional para evitar a consolidação da dívida em seu balanço global.


