Rachida Dati, atual ministra da Cultura da França, lançou sua candidatura à prefeitura de Paris, buscando reverter 25 anos de liderança da esquerda na capital. A política, reconhecida como a primeira mulher de origem norte-africana e muçulmana a ocupar um cargo significativo no governo francês, afirmou que deseja ‘trazer de volta a autoridade’ à cidade, propondo armar a polícia municipal com armas. Essa declaração gerou reações intensas de seus adversários, que a rotulam como uma direitista radical.
Dati, que se destacou como uma figura polêmica e carismática, prometeu implementar uma abordagem rigorosa em relação à segurança pública, o que a posiciona como uma candidata controversa. A ministra sugere que suas políticas poderiam revitalizar Paris, mas seus críticos alertam que isso poderia transformar a cidade em um experimento político à la Trump, levantando preocupações sobre os direitos civis e a segurança.
O desdobramento dessa disputa eleitoral pode ter implicações significativas para o futuro político da França. A concorrência acirrada entre Dati e seus opositores reflete um cenário mais amplo de polarização política no país, onde questões de segurança e imigração estão em destaque. A eleição poderá não apenas moldar a administração parisiense, mas também influenciar o rumo da política francesa nos próximos anos.

