Os preços do ouro e do petróleo estão em queda acentuada, em meio a um cenário de tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos e incertezas na política monetária. Bruna Alemann, chefe de investimentos da Nomos, ressalta que o petróleo, apesar de ser um ativo sensível a conflitos, não apresentou a valorização esperada devido ao aumento dos estoques e à demanda fraca.
A volatilidade dos preços reflete a complexa relação entre oferta e demanda, além das disputas de poder que envolvem a energia. Alemann observa que o controle sobre as reservas de petróleo é crucial para a economia, e mudanças no discurso das potências podem impactar os preços. No caso do ouro, que tradicionalmente é visto como um porto seguro, a recente queda surpreendeu investidores, pois a busca por proteção em tempos de incerteza nem sempre garante estabilidade.
A situação é ainda mais complexa com as mudanças na política monetária, especialmente com a possibilidade da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. Essa expectativa traz incertezas adicionais sobre a taxa de juros e a condução da economia dos EUA. Alemann recomenda um equilíbrio na alocação de ativos, sugerindo que 10% a 15% da carteira de investimentos seja direcionada a metais preciosos, enfatizando a necessidade de cautela mesmo em ativos considerados seguros.

