Quatro décadas após ‘Yes Minister’, a política ainda se reduz ao prazer do poder

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

O autor Jonathan Lynn reflete sobre a durabilidade da série de TV ‘Yes Minister’, ressaltando que, mesmo após 40 anos, as questões políticas permanecem praticamente inalteradas. Ao receber elogios pela presciência da série, Lynn destaca que a razão para sua atualidade é a falta de mudanças significativas no cenário político. Ao pesquisar notícias de 1956, ele constatou que os temas abordados, como conflitos no Oriente Médio e a falta de transparência governamental, ainda são relevantes.

No contexto da série, a narrativa destaca a relação complicada entre o governo britânico e os Estados Unidos, além de questões sobre a independência da BBC e medos em relação à inflação. Essas preocupações, que pareciam contemporâneas na época, continuam a ecoar nos dias atuais, mostrando a repetição de erros e a constante luta pelo poder.

A peça ‘I’m Sorry, Prime Minister’, que faz parte desse universo, está em cartaz no Apollo Theatre, em Londres, até 9 de maio, e depois seguirá em turnê. Essa produção teatral oferece uma oportunidade de refletir sobre as questões políticas que, embora pareçam cíclicas, ainda afetam a sociedade contemporânea.

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