Protestos em Milão questionam presença do ICE nas Olimpíadas de Inverno

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

No último sábado (31), mais de mil pessoas protestaram em Milão contra a presença do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante as Olimpíadas de Inverno de 2026. O ato ocorreu na praça XXV Aprile e teve como pano de fundo a crítica à política de imigração do governo Trump, que, segundo os manifestantes, resulta em violência contra imigrantes. Os Jogos Olímpicos estão programados para iniciar em 6 de fevereiro, com sede na Lombardia e em Cortina d’Ampezzo.

Os oficiais do ICE estarão alocados no Consulado dos EUA em Milão, onde ajudarão em ações de inteligência contra organizações criminosas. Contudo, essa presença não foi bem recebida pelos manifestantes, que trouxeram à tona a memória de dois cidadãos americanos mortos por agentes do ICE em janeiro, em Minneapolis. Com canções antifascistas e cartazes, os protestantes expressaram seu descontentamento, criticando tanto a política do governo dos EUA quanto a postura da premiê italiana, Giorgia Meloni.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, que já tinha se posicionado contra o ICE, não compareceu ao protesto. Alessandro Capelli, do Partido Democrático, destacou a importância do ato, afirmando que Milão não poderia permanecer em silêncio diante dos olhos do mundo. Enquanto isso, o vice-premiê Matteo Salvini minimizou a controvérsia, afirmando que a presença de poucos agentes do ICE não representava um problema significativo para a segurança da cidade durante os Jogos.

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