Neste domingo, 1º de fevereiro, manifestantes tomaram as ruas de mais de 130 cidades na Venezuela, clamando pela liberdade de todos os presos políticos e pela transição para a democracia. A mobilização aconteceu dois dias após o governo, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, anunciar uma proposta de lei de anistia para dissidentes. O protesto teve como destaque a afirmação da líder opositora María Corina Machado sobre a determinação da população por liberdade.
Informações divulgadas pela organização Comando ConVzla e pelo jornal El Nacional revelaram que os manifestantes se reuniram em igrejas católicas em 13 estados do país, orando pelos detentos. Durante os protestos, 30 presos políticos foram libertados, mas a ONG Foro Penal destaca que ainda há mais de 700 detidos, incluindo figuras proeminentes da oposição. A situação em El Helicoide, um centro de detenção conhecido por abusos, intensificou as vigílias de familiares de dissidentes.
A situação política na Venezuela continua tensa, especialmente após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas. As manifestações refletem a insatisfação popular e a pressão contínua sobre o governo para acelerar a libertação de presos políticos e garantir a justiça. As próximas semanas serão cruciais para entender a evolução dessa crise e o impacto das ações do governo sobre a sociedade venezuelana.

