Promotoria solicita júri popular para PMs envolvidos em chacina em Paraisópolis

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que os 13 policiais militares envolvidos na morte de nove jovens durante um baile funk em Paraisópolis sejam levados a júri popular. O incidente ocorreu na noite de 1° de dezembro de 2019, quando os jovens, com idades entre 14 e 23 anos, foram mortos em um evento na comunidade. A promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias fez o pedido durante suas alegações finais em uma audiência no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Durante a instrução processual, a promotora argumentou que os policiais agiram de forma irresponsável ao bloquear as saídas e criar um ambiente de pânico, o que contribuiu para as mortes. Os policiais respondem por homicídios qualificados e lesões corporais, sendo acusados de usar força excessiva. A narrativa da polícia de que as mortes ocorreram devido a um ataque de criminosos é contestada pelas famílias das vítimas, que reivindicam justiça e esclarecimento dos fatos.

O desdobramento deste caso pode ter implicações significativas sobre a confiança da população nas instituições de segurança pública e na justiça. O júri popular, um mecanismo previsto na Constituição, permitirá que a sociedade participe do julgamento, o que pode levar a uma maior transparência. A decisão sobre se os policiais serão levados a júri popular ainda está pendente, mas a pressão pública por justiça se intensifica.

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