O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a autoridade monetária conduziu um trabalho de diligência “bem fundamentado” até decidir pela liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro do ano passado. Durante um painel em evento organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo detalhou que, no momento da liquidação, o banco contava com apenas R$ 4 milhões em caixa, enquanto tinha mais de R$ 120 milhões a pagar em CDBs que não estavam cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A partir de abril do ano passado, o Banco Central trabalhou em colaboração com o FGC para impor restrições ao Banco Master, que resultaram em pagamentos integrais de CDBs que estavam vencendo sem custo adicional. Galípolo destacou que a captação líquida coberta pelo FGC caiu significativamente em 2025, assim como a captação não coberta, enfatizando a importância do trabalho coordenado que possibilitou um processo de liquidação bem preparado.
Galípolo também comentou sobre os desafios enfrentados na regulação do sistema financeiro, ressaltando que, apesar das dificuldades, o Brasil não está sob risco sistêmico. Ele defendeu a discussão sobre a autonomia orçamentária do Banco Central e a necessidade de manter a transparência nas comunicações, especialmente em tempos de desinformação, reafirmando o compromisso da instituição com o escrutínio público.

