A Moody’s manteve a perspectiva estável para o sistema bancário brasileiro nos próximos 12 a 18 meses. A agência prevê que lucros e capital robustos devem compensar o crescimento econômico mais fraco e os riscos elevados nos ativos. O Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer cerca de 2,0% em 2026 e 2027, levemente abaixo dos 2,1% estimados para 2025.
Com as incertezas econômicas que persistem ao longo de 2026, marcadas pelas eleições presidenciais, o ambiente operacional dos bancos pode ser pressionado. Isso afetará a confiança empresarial e limitará a expansão do crédito. A originação de empréstimos deve ficar abaixo dos níveis de 2025, refletindo juros altos e o endividamento de famílias e pequenas e médias empresas.
Apesar da inadimplência elevada, a geração interna de capital deve fortalecer os colchões regulatórios, enquanto a rentabilidade dos bancos deve permanecer estável devido ao controle rigoroso de custos. As condições de financiamento e liquidez são sólidas, com o avanço dos pagamentos eletrônicos ajudando a sustentar depósitos de baixo custo.

