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Panamá ignora ameaça da China e anula contrato com empresa de Hong Kong

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou nesta quarta-feira (4) que rejeita a ameaça da China de que o Panamá enfrentará um ‘preço alto’ pela anulação do contrato com a empresa portuária CK Hutchison Holdings. A anulação do contrato, que permitia a operação de portos no Canal do Panamá, foi motivada por uma decisão da Suprema Corte de Justiça do país, que considerou a concessão desproporcional e prejudicial aos cofres públicos.

Mulino destacou que o Panamá é um Estado de Direito que respeita as decisões judiciais. Em resposta à decisão, a Panama Ports Company, subsidiária da Hutchison, anunciou que contestará a decisão em tribunais internacionais, alegando que a anulação foi resultado de uma campanha do governo panamenho contra a empresa. A companhia não revelou o valor da indenização que busca, mas expressou preocupação com o impacto da decisão na operação dos terminais.

Após a anulação, o governo panamenho comunicou que a dinamarquesa Maersk assumirá temporariamente a gestão dos terminais até que uma nova concessão seja estabelecida. Este desdobramento ocorre em um contexto de crescente tensão entre o Panamá e a China, que considera o controle do Canal uma questão estratégica, enquanto os Estados Unidos também monitoram de perto a situação, dada a importância da hidrovia para o comércio global.

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