A Sociedade Esportiva Palmeiras rescindiu seu contrato de patrocínio com a Fictor, após a empresa protocolar um pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2). A decisão foi impulsionada pela inadimplência da Fictor e pelo descumprimento de cláusulas financeiras acordadas entre as partes. O clube se posiciona em busca de soluções legais para garantir o recebimento de um crédito de R$ 2,6 milhões, referente ao patrocínio.
A Fictor, que enfrenta um cenário financeiro crítico, possui uma dívida total de mais de R$ 4,2 bilhões, incluindo credores notáveis como o escritor Augusto Cury e instituições financeiras. A rescisão do contrato ocorre em um momento delicado, pois o pedido de recuperação judicial suspende as cobranças contra a empresa por 180 dias, permitindo que ela apresente um plano de reestruturação. Especialistas indicam que o crédito do Palmeiras é de natureza quirografária, o que pode dificultar o recebimento imediato dos valores devidos.
Com a rescisão, o Palmeiras visa limitar os danos financeiros e abrir espaço para novos patrocinadores. A situação atual da Fictor, no entanto, levanta incertezas sobre a recuperação dos créditos por parte do clube. O desfecho deste caso poderá impactar a estabilidade financeira do Palmeiras e sua capacidade de atrair novos parceiros comerciais no futuro.

