ONG aponta mil migrantes desaparecidos no Mediterrâneo após ciclone Harry

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A organização Mediterranea Saving Humans anunciou que pelo menos mil migrantes podem ter desaparecido no Mediterrâneo após a passagem do ciclone Harry, em uma estimativa divulgada em 2 de fevereiro de 2026. A análise da ONG se baseia em depoimentos coletados de refugiados na Líbia e na Tunísia, que indicam um aumento alarmante nas vítimas. A entidade criticou a falta de ação das autoridades da Itália e de Malta diante dessa tragédia.

Laura Marmorale, presidente da ONG, destacou que a Guarda Costeira europeia apontou cerca de 380 desaparecidos, mas enfatizou que o número real pode ser muito maior, considerando as várias embarcações que partiram durante a tempestade. Ela enfatizou a necessidade de não silenciar sobre as mortes no mar, que evidenciam falhas nas políticas migratórias e na colaboração com países como a Líbia e a Tunísia. Além disso, a ativista alertou sobre novas medidas severas contra migrantes que estão sendo planejadas.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou os traficantes de seres humanos, chamando-os de ‘criminosos assassinos’ por colocarem vidas em risco ao enviar embarcações superlotadas em condições perigosas. A situação levanta questões sobre a eficácia das políticas de imigração na região e a responsabilidade dos governos em proteger os mais vulneráveis. Os desdobramentos desta tragédia podem impactar as políticas migratórias e a cooperação entre os países do Mediterrâneo.

Compartilhe esta notícia