Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que, em 2022, mais de 7 milhões de casos de câncer foram considerados evitáveis, representando cerca de 38% do total de novas ocorrências. Isabelle Soerjomataram, especialista da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), destaca que agora existem informações suficientes para prevenir a doença antes de seu surgimento. As conclusões foram apresentadas em uma coletiva de imprensa e publicadas na revista Nature Medicine.
A pesquisa envolveu 36 tipos de câncer em 185 países e identificou que fatores de risco modificáveis, como tabagismo e infecções, são responsáveis por uma parte significativa dos casos. Entre as mulheres, 2,7 milhões de casos foram atribuídos a infecções, enquanto entre os homens, 4,3 milhões estiveram ligados ao uso de tabaco. A inclusão de agentes infecciosos como o HPV na análise fornece uma nova perspectiva sobre a prevenção do câncer, especialmente em regiões com alta incidência.
Os pesquisadores afirmam que a crescente carga de câncer, prevista para aumentar em mais de 50% até 2045, ressalta a urgência de estratégias de prevenção eficazes. Apesar de 62,2% dos casos não serem atribuídos a fatores de risco modificáveis, especialistas ressaltam a importância de ações individuais e políticas de saúde pública para mitigar a incidência. A pesquisa destaca a necessidade de abordagens que considerem as especificidades sociais e econômicas de cada região para maximizar os esforços preventivos.


