Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Observatório Europeu do Sul (ESO) manifestou satisfação com o cancelamento de um projeto de hidrogênio verde pela AES Andes, que seria desenvolvido próximo ao observatório de Paranal, no Chile. O plano, que envolvia a exploração de 3.000 hectares no Deserto do Atacama, levantou preocupações sobre a poluição luminosa e a ameaça à pesquisa astronômica na região, reconhecida por ter os céus mais claros do mundo.
O projeto INNA visava gerar energia solar e eólica, além de produzir hidrogênio e amônia verdes. Entretanto, a AES Andes anunciou sua decisão de abandonar a iniciativa para focar em um portfólio mais sustentável de energias renováveis e armazenamento de energia. A ratificação do cancelamento pelas autoridades locais ainda é necessária, mas a medida já é considerada um alívio para os responsáveis pelo ESO, que temem impactos negativos nas operações de telescópios avançados como o Very Large Telescope e o Extremely Large Telescope.
A localização do observatório em Paranal, a 2.635 metros de altitude, garante condições atmosféricas excepcionais, longe da poluição luminosa das cidades. A confirmação do cancelamento do projeto é vista como um passo importante para a preservação do ambiente de pesquisa astronômica na região. O ESO espera que essa decisão permita a continuidade do trabalho dos astrônomos e a manutenção da qualidade dos céus que tornam o Deserto do Atacama um dos principais centros de observação do mundo.

