Obesidade no Brasil mais que dobra com aumento de ultraprocessados

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Dados recentes indicam que a obesidade no Brasil mais que dobrou desde 2006, saltando de 11,8% para 24,3% da população adulta até 2023, de acordo com o Ministério da Saúde. Essa alarmante tendência está ligada ao crescente consumo de alimentos ultraprocessados, que se tornaram um padrão alimentar comum, substituindo refeições caseiras. O epidemiologista Carlos Monteiro, da Universidade de São Paulo, é um dos principais pesquisadores a investigar essa relação.

A crescente popularidade dos ultraprocessados, que incluem salgadinhos, bebidas adoçadas e refeições prontas, é atribuída à sua praticidade e sabor, características que incentivam o consumo excessivo. Estudos internacionais têm mostrado que essa mudança na dieta não apenas contribui para a obesidade, mas também está associada a um risco elevado de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares. Em resposta a essa crise, especialistas pedem uma abordagem global para tratar a questão da obesidade, similar ao combate ao tabagismo.

Para enfrentar essa epidemia, pesquisadores sugerem a formação de coalizões internacionais que envolvam governos, sociedade civil e especialistas. A implementação de políticas públicas, como impostos sobre produtos ultraprocessados e restrições de marketing, pode ser crucial para reverter essa tendência. Além disso, é fundamental garantir acesso a alimentos saudáveis para populações vulneráveis, promovendo uma transição justa para dietas mais saudáveis.

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