Narcotráfico utiliza rotas marítimas com métodos sofisticados

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O narcotráfico está saturando as rotas marítimas globais com o uso de lanchas rápidas e embarcações autônomas, conforme revelou o MICA Center em um relatório publicado no dia 3 de fevereiro de 2026. Essas inovações no transporte de drogas trazem riscos financeiros significativos para armadores, além de complicar a segurança marítima em um cenário já marcado por pirataria e conflitos. Em 2025, a Marinha francesa registrou um aumento nas apreensões de drogas, sinalizando a gravidade da situação.

O relatório do MICA Center aponta que cerca de 90% da cocaína é transportada por via marítima, com traficantes utilizando desde pequenos barcos de pesca a grandes porta-contêineres. Métodos como o uso de semissubmersíveis, que operam abaixo da linha da água, e drones autônomos dirigidos por tecnologia Starlink têm se tornado cada vez mais comuns. Esses veículos são capazes de transportar grandes quantidades de cocaína, o que representa um desafio considerável para as autoridades marítimas.

As consequências para os armadores são preocupantes, pois a detecção de embarcações suspeitas pode resultar em perdas financeiras expressivas. A diversificação das rotas, embora complexifique a logística do tráfico, não elimina o uso de contêineres, que continuam sendo o meio preferido por organizações criminosas. O aumento nas apreensões de drogas pela Marinha francesa, que totalizou 87,6 toneladas em 2025, evidencia a necessidade de estratégias mais eficazes para lidar com essa realidade.

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