Um grupo composto por entidades e movimentos sociais apresentou um manifesto no domingo, 1, solicitando ao Supremo Tribunal Federal (STF) a implementação de um código de conduta. O documento, que foi assinado por cerca de 200 personalidades e coletou mais de 43 mil assinaturas, contém sete pontos que visam promover a imparcialidade e a transparência nas ações dos ministros da Corte, especialmente à luz de recentes controvérsias.
Entre os tópicos abordados, destacam-se a necessidade de evitar conflitos de interesse e a promoção de uma comunicação pública mais clara. O manifesto surge em um momento delicado, já que o nome do ministro Dias Toffoli foi mencionado em um caso relacionado ao Banco Master, o que intensifica a pressão sobre o STF para que adote medidas de autocontrole e responsabilidade.
Com a retomada das atividades do STF marcada para a segunda-feira, 2, sob a presidência de Edson Fachin, a expectativa é que essa solicitação gere discussões relevantes sobre a ética e a transparência no Judiciário. Além disso, a ausência do ministro Luiz Fux, diagnosticado com pneumonia, adiciona um elemento de incerteza ao início dos trabalhos, mas a participação virtual dele é aguardada.

