Morte em academia de SP destaca riscos da manutenção inadequada de piscinas

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

A morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, no último sábado, 7 de fevereiro de 2026, na academia C4 GYM, situada na zona leste de São Paulo, gerou um alerta sobre os perigos do manuseio incorreto do cloro em piscinas coletivas. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para uma intoxicação fatal decorrente da inalação de gases tóxicos, resultantes da manutenção inadequada da piscina onde Juliana participou de uma aula de natação.

Os peritos que analisaram o local encontraram um recipiente de 20 litros com uma mistura química desconhecida. A gravidade do ambiente exigiu o uso de cilindros de oxigênio e máscaras de proteção pelos investigadores, e a Vigilância Sanitária confirmou que a academia operava sem alvará, levando à sua interdição imediata. Especialistas lembram que a presença de um responsável técnico é fundamental para garantir a segurança nas piscinas de uso coletivo.

Misturas inadequadas de produtos químicos, como o hipoclorito de cálcio, podem gerar reações perigosas que liberam gases tóxicos. Os sintomas de intoxicação por cloro incluem falta de ar, vômitos e queimaduras químicas. A presença de um forte odor de cloro é um indicativo de problemas no tratamento da água, e a recomendação é que as pessoas abandonem imediatamente o local para evitar riscos à saúde.

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