No dia 7 de janeiro, Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos de Minneapolis, foi morta em um tiroteio envolvendo agentes do ICE. O incidente, que gerou indignação pública, foi acompanhado pela divulgação de imagens que contradizem alegações iniciais de que a ação foi em legítima defesa. A resposta do governo Trump e de figuras conservadoras incluiu uma série de comentários depreciativos em relação à vítima, destacando a fragilidade da proteção estatal a indivíduos que não se encaixam em normas raciais tradicionais.
As reações à morte de Good revelaram um padrão preocupante de desumanização, onde sua identidade como mulher queer foi alvo de zombarias e ataques. O secretário de segurança interna, entre outros, fez declarações infundadas, rotulando-a como terrorista doméstica. Além disso, um inquérito criminal foi anunciado, ligando sua viúva a grupos ativistas, o que gerou a renúncia de seis promotores federais em protesto contra a investigação.
Esse caso não apenas expõe a violência policial, mas também levanta questões sobre a retórica usada por figuras públicas em momentos de crise. A forma como a narrativa sobre Renee Good foi moldada ilustra uma luta maior sobre raça, gênero e a responsabilidade do estado em proteger todos os cidadãos. As implicações dessa tragédia reverberam na sociedade, acendendo debates sobre justiça e igualdade no tratamento de vítimas de violência policial.

