Moraes nega trabalho a coronel condenado por atos golpistas de 8 de janeiro

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou um pedido de trabalho proposto pela defesa do coronel da reserva Marcelo Costa Câmara, que cumpre 21 anos de prisão devido a sua condenação pelos eventos de 8 de janeiro. A decisão, que foi publicada em 2 de fevereiro, também incluiu a remessa de pedidos de outros réus à Procuradoria-Geral da República, envolvendo questões de estudos e visitas íntimas.

Na análise do pedido de trabalho, Moraes destacou que as atividades sugeridas pelo Exército eram incompatíveis com a natureza dos crimes cometidos por Câmara, como a tentativa de golpe de Estado. O ministro enfatizou que permitir que o coronel realizasse atividades que pudessem contribuir para o aperfeiçoamento das Forças Armadas seria um desvio dos princípios que essas instituições devem proteger. Além disso, Moraes determinou que o Batalhão do Exército busque alternativas de trabalho interno para o réu.

O desdobramento dessa decisão pode influenciar outros casos semelhantes, uma vez que Moraes também se mostrou atento aos pedidos de Silvinei Vasques e Mário Fernandes, que esperam respostas da PGR sobre suas solicitações. As condenações desses indivíduos evidenciam a seriedade das ações golpistas e suas repercussões no sistema jurídico brasileiro, além de refletirem o esforço do STF em manter a ordem democrática e a integridade das instituições.

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