Nesta segunda-feira, 2, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-deputado Roberto Jefferson cumpra sua pena de 9 anos e 5 dias em prisão domiciliar. A decisão contraria a previsão de regime fechado e foi baseada nas condições de saúde do político, que enfrenta restrições significativas. Moraes também manteve as medidas cautelares já impostas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
Roberto Jefferson foi condenado por incitar a população a invadir o Senado e por outras ações que promovem a violência contra instituições. Durante as investigações, ele foi preso preventivamente e, em um episódio notório, resistiu à prisão atacando policiais federais com granadas e disparos de fuzil. A gravidade de suas ações, incluindo a defesa da explosão do Tribunal Superior Eleitoral, contribuiu para a severidade de sua condenação.
Com a decisão de Moraes, Jefferson está sujeito a uma série de restrições, como a proibição de conceder entrevistas e de utilizar redes sociais. Ele poderá receber visitas apenas de familiares e advogados. O desdobramento desta decisão poderá influenciar a percepção pública sobre a justiça e as punições a figuras políticas envolvidas em crimes graves.

