O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do coronel Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação no plano conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”. Apesar da condenação, Câmara ainda não iniciou o cumprimento da pena. Moraes concluiu que os fundamentos que justificam a prisão cautelar permanecem, citando descumprimentos de medidas alternativas enquanto estava em liberdade.
As investigações apontam que o plano em questão previa o assassinato de diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Moraes. O relator mencionou que, durante sua liberdade provisória, Câmara tentou acessar informações sigilosas relacionadas a um acordo de colaboração, o que poderia indicar risco à instrução criminal e possível obstrução de Justiça.
Em uma decisão paralela, Moraes autorizou o trabalho interno do general Mário Fernandes, também réu no mesmo processo. Fernandes foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por crimes relacionados a organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. As atividades permitidas para Fernandes envolvem tarefas administrativas, respeitando a legislação sobre trabalho prisional.

