No Brasil, a criação de moedas verdes, sistemas monetários alternativos que incentivam práticas sustentáveis, já movimenta cerca de R$ 550 mil mensais. Essas moedas, que recompensam a troca de recicláveis e o consumo de energia solar, estão ganhando impulso em várias cidades, como Fortaleza e Santiago. A comerciante Márcia Rodrigues, por exemplo, utiliza a moeda solar para reduzir seus custos e reinvestir em seu negócio.
A popularização das moedas verdes reflete uma crescente conscientização ambiental e uma busca por alternativas econômicas em comunidades carentes. Com programas em pelo menos 100 cidades, as moedas verdes prometem não apenas fortalecer o comércio local, mas também reduzir o impacto ambiental. Estudos indicam que essas iniciativas podem surgir como uma solução viável para problemas financeiros e ecológicos nas áreas urbanas.
Entretanto, o desenvolvimento dessas moedas enfrenta desafios, como a necessidade de educar a população sobre seu funcionamento e a inclusão de comunidades menos favorecidas. Apesar das dificuldades, especialistas acreditam que as moedas verdes podem transformar a economia local, promovendo um ciclo de desenvolvimento sustentável e fortalecendo a coesão social. O futuro dessas iniciativas dependerá da capacidade de expandir e integrar esses modelos de forma eficaz nas políticas públicas.

