O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi diagnosticado com pneumonia dupla e acompanhará as sessões da Corte de forma remota. A decisão foi comunicada ao presidente do STF, Edson Fachin, na quinta-feira, e Fux não estará presente na sessão solene de reabertura do ano Judiciário, marcada para a próxima segunda-feira, tampouco nas demais reuniões da semana. Esta condição de saúde se deve ao vírus Influenza, que é transmissível, levando o ministro a optar por videoconferência.
A cerimônia de abertura do ano Judiciário ocorrerá na sede do Supremo em Brasília e deve contar com a presença de figuras proeminentes, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Câmara e do Senado. A reabertura do Judiciário acontece em meio a um ambiente de críticas direcionadas ao tribunal, principalmente em relação a decisões recentes sobre o caso do Banco Master. Tais críticas, junto a divergências internas sobre a proposta de um código de conduta para ministros, têm gerado um clima de tensão entre os magistrados.
A discussão sobre o código de conduta, que visa regulamentar comportamentos dos ministros, está causando desconforto no STF, com preocupações sobre a exposição pública do tema. Mesmo entre aqueles que apoiam a iniciativa, há receio de que a discussão excessiva possa prejudicar a imagem institucional da Corte. Assim, a participação remota de Fux pode ser vista como uma medida prudente em um momento delicado, tanto para sua saúde quanto para a reputação do tribunal.

