Na terça-feira, 3, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu um relato sobre acusações de assédio sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A denúncia, feita por uma jovem de 18 anos, ocorreu em Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante um recesso. A informação foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão, gerando repercussão imediata no meio jurídico.
De acordo com o relato, o crime teria ocorrido quando Buzzi recebeu amigos em sua casa de praia. A vítima, que se referia ao ministro como tio, alegou que ele tentou agarra-la à força. Após o incidente, acompanhada de seus pais, ela registrou um boletim de ocorrência, que deu início a uma investigação sobre o caso, que tramita em sigilo para proteger a identidade da vítima.
Em resposta às acusações, Buzzi divulgou uma nota através da assessoria de imprensa do STJ, negando as insinuações e afirmando que elas não correspondem aos fatos. Se as investigações resultarem em um procedimento formal e Buzzi for condenado, ele poderá enfrentar sanções administrativas, incluindo a aposentadoria compulsória. Além disso, a família da vítima foi orientada a buscar o Supremo Tribunal Federal (STF) para eventuais ações criminais contra ministros de cortes superiores.


