María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, denunciou nesta segunda-feira (9) o “sequestro” de seu aliado na oposição, Juan Pablo Guanipa, na Venezuela. Guanipa, ex-parlamentar de 61 anos, havia sido libertado poucas horas antes, após quase nove meses preso sob a acusação de conspiração. Sua libertação ocorreu dois dias antes da prevista aprovação de uma anistia geral no Parlamento, proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez.
A promotoria alegou que Guanipa violou sua liberdade condicional, solicitando sua prisão domiciliar. No entanto, tanto a oposição quanto a família do ex-parlamentar denunciou o que consideram um “desaparecimento forçado” por parte de homens armados. Em declarações à imprensa em Washington, Machado criticou o regime da Venezuela, afirmando que ele teme a verdade e a mobilização dos cidadãos.
Durante suas breves horas de liberdade, Guanipa se dedicou a visitar familiares de presos políticos e a fazer um apelo por novas eleições, ressaltando que a vontade do povo deve ser respeitada. A situação política na Venezuela continua tensa, com a pressão internacional sobre o governo e a necessidade de uma abertura para atender às demandas populares em evidência.

